O Sinprefi promoveu, no dia 26 de junho, uma palestra on-line sobre o enfrentamento ao bullying, à perturbação e à intimidação no ambiente escolar. A formação integrou o projeto do cursinho preparatório para candidatos ao concurso público para professor da rede municipal de Foz do Iguaçu.
A palestra foi ministrada pela assistente social e especialista em Gestão de Políticas Públicas, Thaís Dias Luz Borges Santos, atual Coordenadora-Geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas da SECADI/MEC (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação). Representando o Sinprefi, participou a diretora Simone Rejane dos Santos.
Durante o encontro, a especialista trouxe reflexões sobre a prevenção e o enfrentamento ao bullying e ao cyberbullying, reforçando o papel da escola na construção de ambientes seguros, acolhedores e pautados no respeito às diferenças. A formação também abordou a importância de preparar os profissionais da educação para identificar e intervir corretamente nessas situações.
Um dos principais pontos destacados foi que nem todo conflito entre estudantes caracteriza bullying. Conforme explicou Thaís, a Lei nº 13.185/2015, reforçada pela Lei nº 14.811/2024, estabelece critérios específicos para essa caracterização, evitando que diferentes situações recebam o mesmo tratamento e comprometendo a adoção de medidas adequadas pela equipe escolar.
A palestrante também ressaltou que o bullying vai além de um conflito individual entre dois estudantes. Trata-se de um fenômeno que reflete problemas de convivência, desigualdades e relações de poder, exigindo respostas pedagógicas, institucionais, psicossociais e participativas, e não apenas medidas disciplinares ou punitivas.
Outro tema abordado foi a importância de trabalhar a prevenção desde a Educação Infantil, fase em que começam a surgir comportamentos de exclusão e agressividade. Thaís também defendeu que o tema seja incorporado de forma transversal aos currículos escolares e às formações continuadas dos profissionais, dialogando com a Educação Digital e Midiática para prevenir também as violências praticadas no ambiente virtual.
Para a diretora do Sinprefi, Simone Rejane dos Santos, o conhecimento é uma ferramenta essencial para fortalecer o trabalho desenvolvido nas escolas. “Essa formação reforça a importância de prepararmos cada vez mais os profissionais da educação para identificar, acolher e enfrentar situações de violência. Combater o bullying é proteger nossas crianças, fortalecer o ambiente escolar e garantir que a escola seja um espaço seguro para todos.”
Outro alerta importante da palestra foi a necessidade de nunca minimizar situações de violência. Expressões como “é só uma brincadeira”, “na minha época era normal” ou “isso logo passa” podem silenciar estudantes e dificultar a busca por ajuda, fazendo com que a vítima deixe de confiar na escola como espaço de acolhimento.
A orientação apresentada pela especialista é que, diante de qualquer indício de bullying, a equipe escolar intervenha imediatamente, interrompendo a agressão, protegendo o estudante, evitando sua exposição e demonstrando, de forma clara, que a violência não será tolerada.
O Sinprefi reforça que investir na formação continuada dos profissionais da educação também significa fortalecer a prevenção, promover uma cultura de respeito e contribuir para a construção de escolas mais seguras, inclusivas e acolhedoras para toda a comunidade escolar.