SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE FOZ REPASSA R$ 30 MIL EM CHEQUES PARA FILIADOS
Ação foi escolhida pelos próprios filiados para comemorar o Dia do Professor e o Dia do Servidor Público; muitos se tornaram os únicos provedores da família em função da pandemia do novo coronavírus.
O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (SINPREFI) entregou, esta semana, os últimos cheques distribuídos entre parte dos mais de 1.600 filiados – a Educação é a maior categoria de servidores do município. No total, foram entregues 100 cheques de R$ 300,00 cada, totalizando R$ 30.000,00. A ação foi escolhida pelos próprios filiados para substituir o “Jantar dos Profissionais da Educação”, tradicionalmente realizado em outubro para comemorar o Dia do Professor (15.10) e o Dia do Servidor Público (28.10) que foi suspenso, este ano, em função da pandemia do novo coronavírus. O dinheiro é fruto das contribuições mensais feitas pelos filiados.
As entregas iniciaram a partir da definição dos nomes realizada no dia 28 de outubro, às 15h, na sede do sindicato (Vila Brasília), e transmitida ao vivo pela página oficial do SINPREFI no Facebook e pelo canal do sindicato no Youtube. Duas profissionais da Educação acompanharam como auditoras. A ação foi escolhida por quase 50% dos 1.035 filiados que responderam pesquisa contendo três possibilidades que consideravam o mesmo valor investido no jantar do ano passado.
“A maioria dos profissionais da Educação é de mulheres e sabemos que muitas passaram a ser as únicas provedoras da casa por serem servidoras públicas,” considera a presidente do SINPREFI, Marli M. de Queiroz. O SINPREFI recebeu inúmeros telefonemas de profissionais pedindo auxílio com cestas básicas e solicitando que fosse aumentada a porcentagem dos empréstimos consignados de 30% para 35%.
Entre as beneficiadas está a aposentada Helena Costa Felipe, de 65 anos, que atuou 32 anos na Rede Pública Municipal, inclusive como diretora da Escola Najla Barakat. “Usei o dinheiro para fazer compras no mercado,” contou ela e reforçou, “estava precisando mesmo”. Para a professora de Ensino Fundamental, Dielsa da Silva Santos, de 48 anos, o dinheiro serviu para retomar os cuidados pessoais, já que os gastos com salão de beleza tinham sido cortados desde o início da pandemia. “Fiquei muito feliz, porque estava há oito meses sem fazer meu cabelo. Estava muito ansiosa, as aulas on-line geram um desgaste físico e emocional e, poder cuidar de mim, contribuiu com minha autoestima,” considerou.
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