O profissional do Magistério com jornada de 40 horas semanais está recebendo R$ 701,91 abaixo do Piso Nacional, em forma de Completivo. Isso é inaceitável. E o mais grave: a defasagem não é corrigida pela Prefeitura — ela é “paga” pelo próprio trabalhador, que precisa usar suas promoções e avanços na carreira para alcançar o valor do Piso.
Na prática, o que deveria ser direito garantido pela legislação vira conquista individual às custas do esforço do servidor. O Plano de Carreira, que deveria representar valorização real, está sendo utilizado para mascarar o descumprimento do Piso.
E a injustiça se aprofunda: os demais servidores que já avançaram na carreira simplesmente não recebem NADA. Não há recomposição, não há incorporação, não há reconhecimento.
Piso é direito, não é prêmio. Valorização não pode ser manobra contábil. É preciso corrigir imediatamente essa distorção e garantir o pagamento integral do Piso, com incorporação para toda a carreira.