Dirigentes do Sinprefi e profissionais da educação da rede pública municipal de Foz do Iguaçu se reuniram em assembleia na noite desta terça-feira (25), na Escola Municipal Jardim Naipi. Também participaram a assessora jurídica do sindicato, dra. Solange Silva, e a assessora contábil, Leonor Venson.
A primeira assembleia teve como pauta a prestação de contas do ano de 2025. O balancete financeiro foi apresentado pela assessoria contábil, detalhando recebimentos e despesas ao longo do período. O sindicato registrou resultado positivo, e as contas foram aprovadas pelos presentes. A direção destacou que a fiscalização ocorre de forma permanente por meio do Conselho Fiscal, eleito pela categoria.
Durante a apresentação, a presidente do Sinprefi, Viviane Dotto, informou sobre o andamento das ações para a construção da nova sede da entidade, bem como sobre a possível venda do atual imóvel. Segundo ela, a execução do novo projeto não está condicionada à venda da sede atual, reforçando o planejamento financeiro da entidade.
Na segunda assembleia, foi debatida a atualização do Estatuto do Sinprefi, com a inclusão de novos formatos de votação na eleição, como o modelo digital ou eletrônico, além do voto impresso já vigente. As alterações também contemplam a possibilidade de aclamação em caso de chapa única, bem como ajustes nos prazos e nas atribuições da Comissão Eleitoral. “O debate realizado neste momento não determina que a próxima eleição será no formato digital. Estamos estudando e conhecendo os sistemas, priorizando segurança nas eleições”, esclareceu a presidente.
A categoria deliberou, na terceira assembleia da noite, sobre o sistema de registro de ponto digital adotado pela administração municipal. Diante de diversas denúncias e manifestações da base, os trabalhadores deliberaram, por unanimidade, posição contrária ao atual formato de controle de trabalho. O sindicato já havia formalizado notificação ao Executivo municipal antes mesmo da assembleia, cobrando providências diante das irregularidades apontadas.
A assembleia também foi espaço para manifestação dos profissionais da educação, entre eles diretores, professores, merendeiras e secretários escolares, que relataram condições de trabalho adversas, problemas estruturais em unidades escolares e dificuldades operacionais com o ponto eletrônico.
A categoria permanece em estado de greve, acompanhando as negociações com a administração municipal e aguardando respostas concretas às demandas apresentadas.