Dirigentes do Sinprefi e a assessora jurídica do sindicato, dra. Solange Silva, estiveram nesta quinta-feira (27) no Ministério Público do Estado do Paraná, em Foz do Iguaçu, onde protocolaram junto ao promotor de Justiça, Fernando de Paula Xavier Junior, um requerimento apontando problemas graves e recorrentes na educação municipal.
O documento foi construído de forma coletiva na reunião realizada no dia 23, com a participação de diretores de Escolas e CMEIs, além de representantes do Conselho Municipal de Educação, do Conselho Municipal de Alimentação Escolar, do Conselho do Fundeb, do Fórum Municipal de Educação, da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, de Associações de Pais e Mestres, de Conselhos Escolares e do Sismufi.
O Sinprefi assumiu a responsabilidade de encaminhar o documento à Promotoria, com o objetivo de garantir que as decisões relativas à educação pública de Foz sejam acompanhadas de perto e que haja fiscalização efetiva das responsabilidades do Executivo.
Na sequência, a diretoria do Sinprefi participou, a convite da Comissão de Educação da Câmara, de uma reunião com a secretária municipal de Educação, Silvana Garcia; a secretária de Administração, Larissa Ferreira; e a assessora do vice-prefeito, Tatiana Moreira. Representantes dos conselhos da educação também estiveram presentes.
Principais pautas debatidas:
1. Escola em período integral – Foi denunciada a falta de estrutura física e de servidores para garantir a ampliação com qualidade. A SMED informou que fará levantamento dos casos e que, em conjunto com outras secretarias, providenciará os ajustes necessários, inclusive com disponibilização de pessoal.
2. Documentos sem resposta no sistema SID – Diversas demandas protocoladas seguem sem retorno. A assessoria de gabinete comprometeu-se a cobrar mais agilidade nas respostas.
3. Merenda escolar – Foram relatadas a falta de produtos essenciais e dificuldades no atendimento de estudantes com intolerâncias e restrições alimentares. A SMED informou que está realizando nova licitação para regularizar os itens faltantes.
4. Ponto eletrônico – Foram apontadas falhas como ausência de informações claras, travamentos no sistema, inexistência de pontos fixos em algumas unidades e dúvidas quanto a registros em cursos fora da escola. A Secretaria de Administração afirmou que o sistema ainda está em fase de testes e que nenhum servidor sofrerá descontos ou prejuízos neste período. Também se comprometeu a encaminhar memorando oficial sobre o tema e a corrigir os problemas técnicos. Há dias, o Sinprefi havia protocolado um ofício para a Administração tratando especificamente das ocorrências com o ponto eletrônico.
O Sinprefi seguirá vigilante, cobrando respostas concretas, prazos e soluções efetivas. A educação pública exige respeito aos profissionais, condições dignas de trabalho e garantia do direito dos estudantes a um ensino de qualidade.